Regência verbal é a relação entre o verbo e seus complementos. Em prova, a banca costuma trocar uma preposição, misturar sentidos diferentes do mesmo verbo ou reproduzir uma construção comum na fala, mas inadequada à norma-padrão.
Assistir
No sentido de ver ou presenciar, pede a preposição a: “assistimos ao filme”. No sentido de prestar assistência, é transitivo direto: “o médico assistiu o paciente”. Em concursos, identificar o sentido vem antes de procurar a preposição.
Aspirar
Quando significa respirar ou sorver, não exige preposição: “aspirou o ar”. Quando equivale a desejar, rege a: “aspira ao cargo”. A mudança de sentido altera a estrutura da frase.
Visar
No sentido de mirar ou rubricar, costuma aparecer sem preposição: “visou o alvo” e “visou o documento”. Com o sentido de ter como objetivo, a norma tradicional pede a: “a medida visa à melhoria do serviço”.
Preferir, obedecer e chegar
O verbo preferir pede a construção “preferir uma coisa a outra”, sem “mais” ou “do que”. Obedecer e desobedecer regem a preposição a. Chegar, na norma-padrão, também pede a: “chegou à repartição”, e não “chegou na repartição”.
Implicar e lembrar
Implicar, quando significa acarretar, é transitivo direto: “a decisão implica mudanças”. Lembrar e esquecer podem aparecer sem preposição quando não são pronominais; com pronome, usam de: “lembrei o compromisso” e “lembrei-me do compromisso”.
Como acertar mais questões
Monte uma lista curta com verbo, sentido e regência. Depois, resolva frases em contexto, porque decorar apenas a preposição costuma gerar confusão. Na revisão, observe também a crase: ela pode surgir quando o verbo exige a e o termo seguinte admite artigo feminino.
Em caso de dúvida, elimine alternativas em que o significado do verbo não combina com a regência apresentada. Essa leitura semântica é uma defesa eficiente contra pegadinhas.
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